quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Zadie Smith e o romance fragmentado

Fotografia de Zadie Smith
Fonte: David Shankbone (flicker),
CC-BY-2.0, via Wikimedia Commons
As coisas são como são. Zadie Smith destrona os clássicos na minha mesa de cabeceira sem pedir licença ou desculpa. Zadie Smith, a não-clássica, a exploradora constante, fala directamente ao meu ADN, fala de mim e por mim, sobre o mundo interior como eu o sinto. Nem sempre acontece, mas acontece vezes suficientes para uma afinidade crescente ao fim de apenas dois livros: o primeiro, The Autograph Man, que alegam por aí ser a menos brilhante das suas obras; e o segundo, NW, a sua obra mais recente.

Entrevistada por ocasião dos prémios do National Book Critics Circle, para os quais foi nomeada a par de outros quatro finalistas na categoria de Ficção, Zadie Smith fala sobre este seu último livro, "um romance de interrupções", sobre quatro personagens irrompendo pelas histórias uns dos outros adentro, contando as histórias uns dos outros e consequentemente a sua, ou talvez a sua e consequentemente as histórias uns dos outros, contando, com os seus passos e espaços, o perpétuo movimento de um canto da cidade de Londres. 

A entrevista, vista pelo meu bloco de notas:
"It was one of the reasons I began it … to write a novel of interruptions. To create in prose the feeling I have moving through London: a series of discrete shocks."
"I never think about romance, really, in life or in fiction. (...) I'm more interested in human relationships in the sense of: 'how can I really believe this other person is real?'"

"I like taking on the challenge of a reader's contempt for his own times."
"It was difficult fighting my own tendency towards smoothness."

"I look up facts online, and if they seem wobbly, I check it in a book, like everyone else. Research feels a grand name for it. But mostly I try to leave facts alone!"
A entrevista, na íntegra, aqui.

Zadie Smith em quatro páginas, para quem quiser mergulhar mais fundo, aqui.

Boas leituras!

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