O impulso destroçado preserva o silêncio
Raízes velhas
Os meus dedos guardam coisas por nascer
Mas há algo no ar que lembra a turbulência
O que procuro é tempo para despontar
O pressentir a luz
O pressentir a dor de romper
Perco o corpo numa dança convulsa
Precipito-me para um muro
Trepamos um no outro
Em frente, para cima
Para um recuo seguro
Dentro da carapaça oca
A árvore equilibra-se de pé
Agita as folhas espaçadas
Como feridas fechadas vivas por dentro
E junto ao frio algo desponta
No morno vazio do primeiro sol da manhã
*
Amanhã, e não hoje, mais Ideias contra a página em branco
Raízes velhas
Os meus dedos guardam coisas por nascer
Mas há algo no ar que lembra a turbulência
O que procuro é tempo para despontar
O pressentir a luz
O pressentir a dor de romper
Perco o corpo numa dança convulsa
Precipito-me para um muro
Trepamos um no outro
Em frente, para cima
Para um recuo seguro
Dentro da carapaça oca
A árvore equilibra-se de pé
Agita as folhas espaçadas
Como feridas fechadas vivas por dentro
E junto ao frio algo desponta
No morno vazio do primeiro sol da manhã
*
Amanhã, e não hoje, mais Ideias contra a página em branco
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