sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sem título

O impulso destroçado preserva o silêncio
Raízes velhas
Os meus dedos guardam coisas por nascer
Mas há algo no ar que lembra a turbulência
O que procuro é tempo para despontar

O pressentir a luz
O pressentir a dor de romper
Perco o corpo numa dança convulsa
Precipito-me para um muro
Trepamos um no outro
Em frente, para cima
Para um recuo seguro

Dentro da carapaça oca
A árvore equilibra-se de pé
Agita as folhas espaçadas
Como feridas fechadas vivas por dentro

E junto ao frio algo desponta
No morno vazio do primeiro sol da manhã 

*

Amanhã, e não hoje, mais Ideias contra a página em branco

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