Em resposta ao desafio lançado aqui:
SUL. Redondo. Vermelho. Amarelo vivo. Flamejante no centro. Com o centro a pender para fora. Explosão. Mulher. O sol. O sol engole o corpo sem aviso. Vem sentado num banco de ar livre, nunca inerte, imperceptivelmente tecendo a sua teia de relações. Ondulando na parte do corpo que é música volátil. Simples, sem ser superficial. Profundo, sem ser subtil. E também escuro e culpa e perdão suplicado. Também sussurrado em paredes que ecoam. Veneração. Passado. De joelhos. Também peso de chumbo nos pés. Logo redimido quando alguém abre uma janela atirada para o mar. Há um cheiro que se desprende de uma árvore, flor ou fruto e que poisa no ar como uma varanda suspensa.
E por hoje é tudo. Se quiserem partilhar as vossas respostas a este desafio, já sabem, a secção dos comentários é vossa! Boa escrita e até amanhã, data do próximo post!
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