Haverá coisa mais deliciosa que dormir num jardim, na hora do sossego, em que pássaros dispersos insistem em piar e a tarde se estende interminável?
Acordo no banco, camisola pontilhada por bichos minúsculos que deslocam amarelos e pretos vagarosamente.
As árvores estão no lugar onde as deixei, tranquilizadoras e imóveis. É
como se o tempo não passasse aqui e eu pudesse ser sempre a mesma.
A mosquitada dardeja e cada ser cava para si um espaço na existência.
Cactos inclinados, vizinhos de três palmeiras e outras copas verdejantes, saúdam o meu regresso.
*
Fui parar a este vídeo de modo semi-aleatório. Aqui estão algumas frases sobre as quais vale a pena meditar:
"Pessoas gostam de pessoas."
"Crie frases curtas."
"Comece com uma pergunta."
"Seja um escultor de palavras."
"Faça do humor o atalho para o cérebro."
"Termine um parágrafo criando uma abertura, um prefácio, para o próximo parágrafo."
"Escreva com compasso."
"Ouse errar, às vezes."
"Transforme o seu leitor em cúmplice."
"Crie frases curtas."
"Comece com uma pergunta."
"Seja um escultor de palavras."
"Faça do humor o atalho para o cérebro."
"Termine um parágrafo criando uma abertura, um prefácio, para o próximo parágrafo."
"Escreva com compasso."
"Ouse errar, às vezes."
"Transforme o seu leitor em cúmplice."
*
Se passarem na Gare do Oriente, não se esqueçam de visitar a feira do livro permanente que por lá se mantém, a preços sempre convidativos.

Olá, A.
ResponderEliminarPor aqui andei hoje, a vaguear pelo meio de propostas simples e diretas, como esta. As três ideias da minha eleição têm a ver com opções por um caminho simples: frases curtas, “abusar do corriqueiro”, levar o interlocutor para a cozinha, para um espaço de diálogo mais informal. É encorajador pensar como se pode criar um produto com conteúdo e beleza formal, a partir de ingredientes primários.
Por exemplo, conversar sobre as matérias mais simples da vida pode ser fonte de prazer sincero. E reencontrá-las no que descreve o escritor também: o leitor sente-se cúmplice de um momento intraduzível, se não for exprimido daquela maneira.
Entro agora no espírito da observadora/escritora:
“A mosquitada dardeja e cada ser cava para si um espaço na existência.
Cactos inclinados, vizinhos de três palmeiras e outras copas verdejantes, saúdam o meu regresso.”
Domingo pachorrento, pois, mas em grande. À beira de outro fim de semana, neste tempo atravessado de faixas de calor, apetece pedir novo encontro no mesmo jardim :)
Um abraço.
Mdr, embora tardiamente não queria deixar de agradecer a visita e o comentário! Até breve
ResponderEliminarVeio a tempo :) Um abraço!
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